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PRK: como se preparar para a cirurgia refrativa

Guia educativo da OFTALMOSERV sobre recuperação, dor e cuidados em oftalmologia.

Resposta direta: O pré-operatório do PRK não serve apenas para medir o grau: ele avalia estabilidade refrativa, formato e espessura da córnea, superfície ocular e fatores de risco para decidir se a cirurgia é segura e adequada.

Tomografia/topografia e espessura corneana

A forma da córnea é tão importante quanto o grau. Exames ajudam a identificar assimetrias, ectasias e padrões que podem contraindicar ou mudar a estratégia.

Superfície ocular precisa estar estável

Olho seco, blefarite e disfunção das glândulas de Meibômio podem alterar medidas e influenciar conforto pós-operatório. Tratar a superfície antes pode melhorar a qualidade do planejamento.

Lentes de contato podem alterar medidas

Dependendo do tipo e do tempo de uso, o médico pode orientar uma pausa antes de exames definitivos. O intervalo não deve ser decidido por uma regra genérica da internet.

Planeje os primeiros dias

Como o epitélio precisa cicatrizar, o PRK costuma exigir um período de recuperação inicial mais desconfortável que técnicas com flap. Organizar ajuda em casa e reduzir compromissos facilita esse período.

Sinais de alerta: quando entrar em contato

  • Avise sobre doenças, alergias, gestação e medicações.
  • Não suspenda medicamentos por conta própria.
  • Siga o tempo de suspensão de lentes de contato definido pela equipe.

Dúvidas frequentes

Preciso fazer tomografia da córnea?

A avaliação de forma corneana é central na segurança da cirurgia refrativa; o conjunto de exames depende do caso.

Olho seco impede PRK?

Pode exigir tratamento e reavaliação; não é possível decidir apenas por sintomas.

Posso escolher PRK só porque minha córnea é fina?

Não. Córnea fina não torna PRK automaticamente seguro; análise tomográfica e biomecânica é necessária.

BASE CIENTÍFICA ATUALIZADA

O que a evidência ajuda a entender

As recomendações pós-operatórias variam conforme técnica, anatomia, doenças associadas e evolução individual. Por isso, este guia organiza padrões gerais de recuperação sem substituir a prescrição do profissional responsável. [1] [2] [3]

Não use este conteúdo para alterar colírios, medicações, restrições ou datas de retorno prescritas para você.

Referências científicas e diretrizes
  1. Refractive Surgery Preferred Practice Pattern®. American Academy of Ophthalmology. Ophthalmology, 2022. Fonte.
  2. ESCRS Recommendations for Refractive Surgery. European Society of Cataract and Refractive Surgeons. evidence-based recommendations. Fonte.
  3. Post-refractive Surgery Dry Eye: A Systematic Review. Dossari SK. 2024. Fonte.

Síntese educativa baseada em diretrizes e literatura selecionada. Não substitui a orientação individual do cirurgião ou oftalmologista responsável.

Agende sua avaliação com a OFTALMOSERV

Orientações de pré e pós-operatório precisam ser individualizadas. Para dúvidas, avaliação ou programação de retorno, fale com a equipe.

Conteúdo informativo. Em sintomas importantes ou piora após procedimento, utilize o canal de orientação fornecido pela equipe responsável e procure avaliação presencial.