Clínica de Oftalmologia em Ribeirão Preto e Cajuru – OFTALMOSERV
Por que o olho seco fica mais comum com a idade?
Com o envelhecimento, podem ocorrer mudanças na produção e na composição da lágrima, na sensibilidade da superfície ocular e no funcionamento das pálpebras. Medicamentos de uso contínuo, doenças sistêmicas e alterações das glândulas palpebrais também podem contribuir. Por isso, olho seco em idosos frequentemente tem mais de uma causa ao mesmo tempo.
Sintomas podem parecer contraditórios
Lacrimejar não exclui olho seco: uma superfície irritada pode produzir lágrima reflexa sem recuperar uma proteção estável. O paciente pode perceber areia nos olhos, incômodo ao ler e nitidez que muda de um momento para outro. Descrever essa variação ajuda o médico, mas não basta para fechar o diagnóstico. Também é preciso examinar as pálpebras e a superfície ocular e distinguir outras causas de desconforto.
O que o exame procura?
O oftalmologista observa pálpebras, bordas palpebrais, córnea, conjuntiva e características do filme lacrimal. Também revisa doenças associadas e medicamentos, porque essas informações ajudam a escolher a abordagem. Em idosos, é importante distinguir olho seco de alergias, infecções, alterações corneanas e outras causas de desconforto.
Tratamento precisa ser adaptado
Além de escolher o tratamento, é preciso verificar se a pessoa consegue aplicá-lo. Dificuldade para abrir o frasco, enxergar a prescrição ou lembrar os horários pode atrapalhar a rotina; essas barreiras devem ser contadas na consulta. Os cuidados podem envolver lágrima, pálpebras, ambiente e doenças associadas. Medicamentos de uso contínuo não devem ser suspensos por suspeita de ressecamento sem conversar com os profissionais responsáveis.
Veja também olho seco: causas e tratamentos.
O que a evidência atual mostra
Com o envelhecimento, mudanças no filme lacrimal, superfície ocular, pálpebras e glândulas de Meibômio tornam o olho seco mais frequente. Medicamentos sistêmicos, doenças autoimunes e alterações palpebrais também podem contribuir, por isso a avaliação deve procurar a causa predominante em vez de tratar apenas o sintoma. [1] [2]
Síntese em linguagem para pacientes; não representa recomendação individual de tratamento.
Referências científicas e diretrizes
- Dry Eye Syndrome Preferred Practice Pattern®. Amescua G et al.; American Academy of Ophthalmology. Ophthalmology, 2024. DOI: 10.1016/j.ophtha.2023.12.041. Fonte.
- TFOS DEWS III: Management and Therapy. Jones L et al.; TFOS Collaborator Group. American Journal of Ophthalmology, 2025. DOI: 10.1016/j.ajo.2025.05.039. Fonte.
Referências selecionadas por relevância para o tema e atualidade. Diretrizes orientam boas práticas gerais e não substituem decisão clínica individual.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação presencial com o oftalmologista. Em caso de dúvidas ou sintomas, agende uma consulta na OFTALMOSERV em Ribeirão Preto ou Cajuru.