Clínica de Oftalmologia em Ribeirão Preto e Cajuru – OFTALMOSERV
Ardência, sensação de areia e visão que varia durante a leitura podem estar relacionadas ao olho seco. O nome pode confundir: algumas pessoas também lacrimejam quando a superfície está irritada. O problema não depende apenas da quantidade de lágrima, mas de sua estabilidade e da proteção que oferece ao olho. Sintomas parecidos também aparecem em outras doenças, por isso o uso contínuo de colírio sem investigar a causa pode adiar o cuidado adequado.
As lágrimas são formadas por diferentes componentes que trabalham em conjunto para manter a superfície ocular saudável. Quando há desequilíbrio em alguma dessas camadas, o filme lacrimal se torna instável, provocando sintomas incômodos e, em casos mais avançados, até pequenas lesões na superfície da córnea.
A consulta procura entender o que está mantendo o desconforto: ambiente seco, tempo em telas, alterações das pálpebras, inflamação ou doenças associadas, entre outras possibilidades. Essas diferenças explicam por que um colírio que ajuda alguém pode não resolver outro caso. O tratamento pode combinar lubrificação, cuidados palpebrais e outras medidas indicadas pelo exame. Leve os nomes dos produtos que já utiliza e diga como e quando os sintomas aparecem.
Na OFTALMOSERV, cada paciente é avaliado de forma global: profissão, rotina, uso de telas, doenças associadas e medicamentos em uso. Dessa forma, o plano de tratamento é personalizado, com orientações práticas e acompanhamento evolutivo, buscando não apenas aliviar os sintomas, mas também proteger a saúde ocular a longo prazo.
O que a evidência atual mostra
Hoje o olho seco é entendido como doença multifatorial da superfície ocular, relacionada à perda de homeostase do filme lacrimal. Isso explica por que dois pacientes com sintomas parecidos podem precisar de estratégias diferentes, envolvendo filme lacrimal, borda palpebral, glândulas de Meibômio, inflamação e fatores ambientais. [1] [2]
Síntese em linguagem para pacientes; não representa recomendação individual de tratamento.
Referências científicas e diretrizes
- Dry Eye Syndrome Preferred Practice Pattern®. Amescua G et al.; American Academy of Ophthalmology. Ophthalmology, 2024. DOI: 10.1016/j.ophtha.2023.12.041. Fonte.
- TFOS DEWS III: Management and Therapy. Jones L et al.; TFOS Collaborator Group. American Journal of Ophthalmology, 2025. DOI: 10.1016/j.ajo.2025.05.039. Fonte.
Referências selecionadas por relevância para o tema e atualidade. Diretrizes orientam boas práticas gerais e não substituem decisão clínica individual.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação presencial com o oftalmologista. Em caso de dúvidas ou sintomas, agende uma consulta na OFTALMOSERV em Ribeirão Preto ou Cajuru.