PRK x LASIK: o que muda na córnea, na recuperação e na escolha da técnica
Conteúdo educativo em oftalmologia – Ribeirão Preto e Cajuru
Dr. José Leonardo Góes Lourenço – CRM 111.786 SP – RQE 36.670
Dra. Heloísa Helena de Freitas Paccola – CRM 114.037 SP – RQE 36.673
PRK e LASIK modificam a forma da córnea com laser, mas chegam a esse tratamento por caminhos diferentes. No PRK, a superfície precisa se recompor; no LASIK, há a criação de uma lamela corneana, chamada flap. Essa diferença participa da recuperação, dos cuidados e da avaliação dos riscos. A escolha começa pelos exames e pelas características do olho. Saber qual técnica permite voltar mais cedo às atividades é uma pergunta válida, mas ela precisa ser discutida junto com a segurança do procedimento.
O que muda entre PRK e LASIK
No LASIK, o cirurgião cria uma lamela corneana antes da aplicação do laser. No PRK, o tratamento é realizado na superfície da córnea, sem a criação dessa lamela. Essa diferença influencia principalmente a fase inicial de recuperação e alguns critérios de indicação.
Por que a recuperação costuma ser diferente
Após PRK, a superfície corneana precisa se recompor e a visão tende a melhorar progressivamente. Nos primeiros dias pode haver desconforto, sensibilidade à luz e oscilação visual. No LASIK, a recuperação visual inicial costuma ser mais rápida, mas isso não transforma a técnica em escolha automática para todos.
Quais exames pesam na decisão
A indicação depende de refração estável, espessura e formato da córnea, topografia/tomografia, avaliação da superfície ocular, idade, grau e ausência de condições que aumentem o risco. Pentacam e outros exames podem ser usados quando o oftalmologista precisa estudar a arquitetura da córnea com mais detalhe.
- Formato e regularidade da córnea.
- Espessura corneana e quantidade de tecido estimada após o laser.
- Estabilidade do grau.
- Olho seco ou alterações da superfície ocular.
- Rotina profissional, prática esportiva e expectativas.
Nem todo paciente é candidato
Uma avaliação responsável também precisa saber dizer “não”. Ceratocone, suspeita de ectasia, alterações importantes da superfície ocular, grau instável e outras condições podem contraindicar ou adiar a cirurgia. O objetivo do pré-operatório é reduzir riscos, não apenas confirmar a vontade de operar.
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Dúvidas frequentes
PRK é sempre melhor para córnea fina?
Não. Espessura é apenas uma parte da análise. Formato, tomografia, grau, tecido residual e outros fatores precisam ser avaliados em conjunto.
LASIK sempre recupera mais rápido?
A recuperação visual inicial costuma ser mais rápida no LASIK, mas isso não determina sozinho qual técnica é mais adequada.
Conteúdo educativo revisado em 28/08/2026. A OFTALMOSERV utiliza diretrizes e materiais de sociedades oftalmológicas e fontes médicas reconhecidas como base editorial.
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PRK x LASIK: a escolha começa antes do laser
A comparação entre técnicas precisa partir da anatomia e do risco, e não de uma promessa de recuperação mais rápida. Estabilidade refrativa, topografia/tomografia, espessura corneana, superfície ocular, histórico de lente de contato e atividades com risco de trauma entram na decisão.
Para quem quer aprofundar: Cirurgia refrativa — aprofundamento na OFTALMOSERV Academia.
Corpo clínico: Dr. José Leonardo Góes Lourenço — CRM/SP 111.786 • RQE 36670 · Dra. Heloísa Helena de Freitas Paccola — CRM/SP 114.037 • RQE 36673. A autoria deste conteúdo é institucional. Revisões médicas individuais são identificadas com o nome do responsável e a data.
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