Clínica de Oftalmologia em Ribeirão Preto e Cajuru – OFTALMOSERV
DMRI seca e DMRI úmida: qual é a diferença?
A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) compromete a mácula, região central da retina responsável por detalhes finos. As formas seca e úmida têm comportamento diferente, por isso identificar o tipo da doença é importante para definir acompanhamento e tratamento.
Forma seca
Na forma seca, o oftalmologista acompanha alterações como drusas e mudanças no tecido da mácula. O nome seca não significa que a doença seja sempre leve ou que dispense acompanhamento. O estágio, a visão e a comparação dos exames ajudam a definir a frequência das revisões. Uma dificuldade nova para ler ou uma distorção que não existia antes precisa ser relatada, mesmo quando a doença já era conhecida.
Forma úmida
Na forma úmida, vasos anormais podem deixar líquido ou sangue na região macular. Isso pode distorcer detalhes ou reduzir a visão central em pouco tempo. O OCT permite observar as camadas da retina e acompanhar esse líquido, mas deve ser interpretado junto com a visão e o exame. Se houver mudança recente, não espere simplesmente a próxima revisão de rotina para pedir avaliação.
Por que a distinção muda a conduta?
Os tratamentos disponíveis para a forma úmida podem incluir medicamentos aplicados dentro do olho, enquanto a forma seca tem outra estratégia de acompanhamento e controle de fatores de risco. A indicação depende da avaliação retiniana e não deve ser inferida apenas pelos sintomas.
Alteração nova da visão central, linhas tortas ou uma mancha persistente merecem avaliação. Leia também DMRI e manchas na visão e a página de retina da OFTALMOSERV.
O que a evidência atual mostra
A DMRI não é uma única doença: formas não neovasculares e neovasculares têm evolução e tratamento diferentes. A presença de fluido, hemorragia ou neovascularização muda a urgência e o plano terapêutico; por isso, a classificação depende do exame e frequentemente do OCT. [1] [2]
Síntese em linguagem para pacientes; não representa recomendação individual de tratamento.
Referências científicas e diretrizes
- Age-Related Macular Degeneration Preferred Practice Pattern®. Vemulakonda GA et al.; American Academy of Ophthalmology. Ophthalmology, 2025. DOI: 10.1016/j.ophtha.2024.12.018. Fonte.
- Comparative efficacy of intravitreal anti-VEGF therapy for neovascular age-related macular degeneration: A systematic review with network meta-analysis. Revisão sistemática com meta-análise em rede. Indexado no PubMed, 2025. Fonte.
Referências selecionadas por relevância para o tema e atualidade. Diretrizes orientam boas práticas gerais e não substituem decisão clínica individual.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação presencial com o oftalmologista. Em caso de dúvidas ou sintomas, agende uma consulta na OFTALMOSERV em Ribeirão Preto ou Cajuru.
Perguntas para aprofundar esta leitura
Ampliação educativa de , baseada no acervo próprio e nas fontes relacionadas. Não substitui avaliação médica individual.
Qual é a diferença entre DMRI seca e úmida?
Na forma seca, acompanham-se alterações como drusas e perda de tecido macular em estágios mais avançados. Na úmida, vasos anormais podem provocar vazamento de líquido ou sangue e mudança visual mais rápida. O termo seca não significa doença sempre leve. Identificar forma, estágio e atividade no exame orienta a discussão das opções de cuidado.
Fontes relacionadas: National Eye Institute: Age-Related Macular Degeneration (AMD)
O que o OCT acrescenta ao acompanhamento da DMRI?
O OCT produz cortes das camadas da retina e permite procurar líquido e outras alterações da estrutura macular. Comparar imagens ajuda a observar atividade da doença e resposta ao cuidado. A imagem é interpretada com a medida da visão e o exame ocular: melhorar a nitidez não garante ausência de líquido, e uma medida isolada não determina todo o plano.
Fontes relacionadas: Cambridge University Hospitals NHS Foundation Trust: Optical coherence tomography (OCT) and photography clinic with virtual review
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