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PRK para córneas finas e esportes de contato

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Clínica de Oftalmologia em Ribeirão Preto e Cajuru – OFTALMOSERV


PRK em córneas finas: por que a avaliação precisa ser individualizada?

A espessura da córnea é um dos dados analisados antes de qualquer cirurgia refrativa, mas ela não deve ser interpretada isoladamente. O oftalmologista combina a medida da paquimetria com o grau a ser corrigido, o formato da córnea e exames como topografia ou tomografia corneana. O objetivo é avaliar se existe uma margem de segurança adequada e se há sinais que aumentem o risco de enfraquecimento da córnea.

Por que o PRK pode entrar na discussão?

No PRK, o tratamento a laser é realizado na superfície corneana, sem a criação do flap usado em técnicas como o LASIK. Em alguns pacientes, essa característica pode ser vantajosa quando a córnea é mais fina ou quando o estilo de vida torna desejável evitar um flap. Isso não significa, porém, que toda córnea fina seja candidata a PRK: algumas alterações de formato ou suspeitas de ectasia podem contraindicar cirurgia refrativa a laser.

Quais exames ajudam na decisão?

  • refração e estabilidade do grau;
  • paquimetria para medir a espessura corneana;
  • topografia/tomografia para estudar curvatura e regularidade;
  • avaliação da superfície ocular e do filme lacrimal;
  • exame oftalmológico para excluir outras causas de baixa visual.

A indicação final considera o conjunto desses dados e as expectativas do paciente. Quando o laser não oferece uma relação adequada entre benefício e segurança, o médico pode discutir outras estratégias de correção visual.

Recuperação e expectativas

O PRK costuma ter recuperação visual mais gradual do que técnicas com flap. A velocidade de recuperação varia entre pessoas e depende também do grau tratado e da resposta da superfície corneana. Por isso, planejamento de trabalho, direção e atividades deve ser conversado na avaliação pré-operatória.

Veja também: cirurgia refrativa PRK e diferenças entre PRK e LASIK.

BASE CIENTÍFICA ATUALIZADA

O que a evidência atual mostra

Ter uma córnea mais fina não significa automaticamente que PRK seja seguro ou que seja a melhor técnica. O risco de ectasia depende de um conjunto de fatores — incluindo formato e espessura corneana, tomografia, idade, grau, estabilidade refrativa e história clínica — e a decisão deve ser individualizada. [1] [2]

Síntese em linguagem para pacientes; não representa recomendação individual de tratamento.

Referências científicas e diretrizes
  1. Refractive Surgery Preferred Practice Pattern®. Jacobs DS et al.; American Academy of Ophthalmology. Ophthalmology, 2022. DOI: 10.1016/j.ophtha.2022.10.032. Fonte.
  2. Corneal Ectasia Preferred Practice Pattern®. Jhanji V et al.; American Academy of Ophthalmology. Ophthalmology, 2024. DOI: 10.1016/j.ophtha.2023.12.038. Fonte.

Referências selecionadas por relevância para o tema e atualidade. Diretrizes orientam boas práticas gerais e não substituem decisão clínica individual.


Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a avaliação presencial com o oftalmologista. Em caso de dúvidas ou sintomas, agende uma consulta na OFTALMOSERV em Ribeirão Preto ou Cajuru.

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